Nossas Leituras

Leandro, Rei da Helíria
de Alice Vieira

As turmas A, B e C do 9.º ano, finalmente, concluíram o estudo de Leandro, Rei da Helíria, de Alice Vieira. O estudo desta obra teve início no terceiro período do ano lectivo anterior, nas aulas de Estudo Acompanhado dedicadas ao Plano Nacional de Leitura. Após a leitura integral da peça, a professora Ana Coelho solicitou, entre outras tarefas, a elaboração de um texto de recepção da leitura. Aqui, na página "As nossas leituras", iremos divulgar alguns dos textos produzidos...




"Uma boa história tem sempre de despertar interesse! Leandro, Rei da Helíria, ao longo do desenrolar da acção, desperta cada vez mais o interesse do leitor, que quer saber o desfecho de cada uma das personagens.
A história acaba por ser uma forma de relatar uma moralidade de um modo divertido e descontraído.
O Bobo, como o seu nome indica, é quem mais anima a peça, contudo, das suas palavras transparecem grandes verdades.
Ao longo desta peça escrita por Alice Vieira, surgem momentos em que a acção é relatada sob a forma de poemas para serem cantados. Principalmente no final, percebemos um pouco melhor cada personagem através de um resumo que nos é apresentado de forma divertida.
A base para a elaboração desta história é popular. Todos conhecemos a bela história do sal, que se assemelha à obra Leandro, Rei da Helíria. O que considero mais importante é que esta trama, para além de ser divertida, consegue demonstrar grandes verdades. Por vezes, não são as palavras mais doces e mais simpáticas que correspondem à verdade dos sentimentos. Nesta peça, conseguimos compreender que as filhas do Rei Leandro, Amarílis e Hortênsia, apenas elogiam o pai com as palavras que sabiam que ele queria ouvir, no entanto, estas não correspondem ao que na verdade as filhas sentiam.
No final da obra, quando o Rei encontra novamente a sua filha mais nova, Violeta, esta demonstra uma das suas grandes qualidades, a capacidade de perdoar o pai depois de ele a ter expulsado do reino. Por outro lado, quando o Rei mais precisava das suas outras filhas, Amarílis e Hortênsia, estas viram-lhe as costas, deixando-o apenas com o fiel Bobo.
Em toda a acção, o Bobo é, sem dúvida, a minha personagem favorita, não só pelo facto de ele ser muito divertido, mas também por ele dizer verdades num tom despreocupado e simples. No final, é ele quem aconselha o Rei a pedir desculpas à sua filha Violeta.
Outra personagem desta história é o príncipe Felizardo, que revela uma face muito oportunista, a par da sua futura esposa Amarílis, pois ambos só estão interessados no dinheiro. Contrariamente, ao príncipe Reginaldo apenas lhe interessa o amor de Violeta.
Como já foi referido, esta obra revela diversos caracteres de pessoas, uns bons e outros maus.
A história termina com a felicidade do Rei ao lado da sua filha Violeta e do marido, o príncipe Reginaldo, ou seja, o Bem vence o Mal."

Patrícia Soares, 9.º B
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Eu apreciei muito a história deste livro, porque desde a primeira folha que li, quis sempre acabar de ler esta história pois é muito misteriosa e cheia de emoção.
Na primeira parte do livro ( I acto ), eu fiquei a saber muito sobre as personagens desta história. O rei é muito orgulhoso; o Bobo que parece burro, mas é muito mais esperto do que se pensa; Amarílis e Hostênsia, que são as filhas más e gananciosas; Violeta, que é a filha doce e ama verdadeiramente o seu pai; o príncipe Felizardo, que é um príncipe novo, rico e fanfarrão; o Príncipe Simplício, que é um homem de palavra; e o Príncipe Reginaldo, um homem muito apaixonado. Com o perfil de cada uma destas personagens, eu vi logo que iria ser uma grande história.
Ainda no primeiro acto, aconteceu uma cena que iria mudar o rumo da história, essa cena foi quando o Rei decidiu deixar de governar o reino, entregando-o às suas filhas mais velhas, Amarílis e Hortência, devido a um sonho que interpretou como um recado dos deuses.
No segundo e último acto, surge uma nova personagem, o Pastor. O Rei e o Bobo andavam na estrada há anos porque haviam sido expulsos do reinos de Amarílis e Hortência, quando encontraram numa gruta Godofredo Seguismundo, um pastor muito curioso. O Bobo decide contar-lhe a triste história do Rei, e o Pastor pergunta-lhe se não tentaram reaver a filha do Rei, Violeta, mas o Bobo disse que era impossível reencontrá-la. Mas o Pastor era tão teimoso que inventou que tinha um reino muito bonito onde não existia maldade e convenceu-os a visitar esse reino, que afinal era o reino de Violeta e de seu marido, Príncipe Reginaldo.
No final o Rei faz as pazes com a sua filha, Violeta, aquela que ele expulsara, mas que o amava verdadeiramente e perdoa-o.
Esta história é muito complexa e divertida mas a verdadeira moral desta história é que o amor de pai e filha quebra todas as barreiras.

João Faria, 9ºB
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Leandro, Rei da Helíria, de Alice Vieira, tem que se lhe diga do que parece à primeira vista. Para começar: de onde veio a história? Eu acho (se não me falha a memória) que a história proveio de um conto popular chamada “O sal e a água”, que revela a importância das palavras e o alerta para o modo como são usadas, um dos tópicos desta obra.
No primeiro acto, onde se inicia o nó da intriga, o Rei Leandro expulsa a sua filha mais nova do reino porque não aceitou a comparação que esta faz entre o seu amor pelo pai e o sal. Mais tarde, esta sua decisão revela-se errada.
O que pretende esta obra transmitir-nos? Na minha opinião, acho que é “Não devemos julgar um livro pela capa”, ou seja, devemos ver para além das palavras superficiais e reconhecer o que realmente significam. Não devemos ficar apenas pelo significado literal, mas sim, abrir a mente a infinitos resultados que apenas uma expressão pode transmitir, tal como acontece com a comparação de Violeta: “Preciso de vós como a comida precisa do sal”, que acabou por ser mais significativa do que qualquer outra frase.


João Pedro Duarte, 9º A
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Leandro, Rei da Helíria é uma história que retrata a vida de um rei após cometer o erro de, por um sonho que teve em que percebeu que os deuses não queriam que ele reinasse mais, decidir entregar o reino à filha que demonstrasse maior amor por ele.
O problema é que as filhas a quem ele concede o seu reino, dividido em duas partes, o expulsam. Por outro lado, a filha que realmente gostava do pai é expulsa por este, ficando sem parte na herança do reino. Esta filha, a mais nova, chamada Violeta, vai viver para outro reino.
Um dia, após muito caminho percorrido, o velho Rei e o seu fiel companheiro, o Bobo, vão ter ao reino onde vive Violeta e são convidados para jantar. Quem cozinha o jantar é Violeta que, ao reconhecer o pai, lhe serve comida sem sal. Ora, Violeta, na altura da distribuição do reino, dissera que queria o pai tanto como a comida precisa do sal, resposta que o Rei interpretou mal, expulsando-a. Pois então a filha prepara a comida sem sal e o Rei não a consegue comer, pondo-a de lado. E nesse momento, ele percebeu o verdadeiro amor na frase que a filha lhe tinha dito.
A verdade é que o Rei não foi esperto ao levar aquele sonho tão a sério, nem ao interpretar a resposta da filha mais jovem, pois assim cometeu o enorme erro de entregar o reino às duas filhas que apenas queriam a riqueza do reino e para isso demonstraram um amor falso pelo pai. A única filha que o amava de verdade foi expulsa do reino e logo aí se repara que o Rei tem uma atitude incorrecta. Mas mesmo assim a filha não deixou de amar o seu pai, o que foi uma grande prova de amor por ele.
Esta história mostra-nos que as pessoas às vezes são capazes de fazer de tudo para conseguirem o que querem e mostra-nos ainda que por vezes temos atitudes que pensamos serem as melhores, mas não são. E ensina-nos que devíamos ver bem quem nos ama realmente e a essa pessoa retribuirmos o amor que ela merece.
No final da história, tudo acaba bem, pai e filha ficam juntos. O Rei percebe o erro que cometeu e pede desculpas pelo sucedido, o que foi uma atitude muito correcta da sua parte.


Miguel Lourenço, 9.º A
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A peça Leandro, Rei da Helíria, de Alice Vieira, chama a atenção para como existem pessoas interesseiras e falsas capazes de tudo para assegurarem, por exemplo, a sua herança, esquecendo-se do mais importante: a sinceridade.
Durante a leitura da obra, foi-se observando que a vida há alguns anos atrás era dura para quem não era da realeza. Conseguimos captar que, apesar de Violeta, a filha mais nova, ser expulsa pelo pai, o Rei, e de ter de se afastar para sempre da sua família, ela continuou a amar o seu pai, ao contrário das duas irmãs que, logo após terem conseguido o que queriam (o reino da Helíria), descartaram o seu próprio pai e demonstraram que todo aquele amor que diziam sentir por ele era mentira, algo que hoje me dia se faz muito…
Quando o Rei caminha com o Bobo, demonstra não querer saber das suas filhas e, quando finalmente admite que errou, consegue reatar a relação com a filha mais nova, o que foi muito bom.
De facto, só nos apercebemos realmente da importância de algo ou de alguém quando o perdemos e nesses momentos raramente conseguimos recuperá-lo.
A cena de que mais gostei foi quando o Rei, ao provar toda aquela comida sem sal, se lembrou do que Violeta, a sua filha mais nova, dissera, e então pediu desculpa por todo o mal que lhe fizera.
Todos temos de aprender esta lição: devemos procurar ver a pureza por detrás de cada palavra, reconhecendo a sua verdadeira intenção, pois nem sempre as frases mais bonitas são as mais sinceras; o amor não se mede nem se explica: sente-se e demonstra-se!

Alice Vasa, 9.º C
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Posso começar por dizer que adorei ler este livro, pois fui imaginando alguns casos que podem acontecer, de facto, às pessoas, tal como aconteceu com Violeta, desprezada pelo seu pai por demonstrar o que sentia de modo diferente, e por não saber falar como as suas irmãs.
Por vezes, imaginei-me na situação do Rei, e diria por isso que nunca iria acreditar num sonho, principalmente se fosse enviado por supostos deuses. Por vezes também tenho sonhos, mas isso não quer dizer nada, mas cada um faz e acredita no que quer.
Em relação aos príncipes: Felizardo, Simplício e Reginaldo, para mim o que mais me marcou foi o príncipe Reginaldo, pois concordo plenamente com ele quando diz que devemos estar com uma pessoa que amamos e que nos ama, e não estar com uma pessoa que não nos ama e que só quer a nossa fortuna, nesta caso, Amarílis e Hortênsia, as duas filhas mais velhas do Rei. Felizardo e Simplício só pensavam na riqueza que iriam proporcionar às suas mulheres.
Quanto a Amarílis e a Hortênsia, fazem-me lembrar pessoas que em tempos conheci, pessoas invejosas, interesseiras, egoístas, caprichosas, estúpidas e muitos outros adjectivos…
Eu diria que Amarílis e Hortênsia não queriam saber dos outros, só queriam, única e exclusivamente, saber de si próprias, pois houve uma cena no primeiro acto em que as duas entram em colisão por se odiarem tanto! Tudo isto se deve ao facto de ambas andarem a falar mal uma da outra nas costas, mas frente-a-frente pareciam ser, ou diria eu, fingiam ser as maiores santas e amigas do mundo!
Em relação ao conselheiro, a mim parecia-me que ele não se importava com o Rei, e se este estivesse mal, o conselheiro não se importava realmente com ele e não queria saber de nada.
Agora, uma das pessoas mais sinceras da história é o Bobo, tal como Violeta. O Bobo era uma personagem que se importava sinceramente com o Rei, era um bom amigo, um bom conselheiro, sincero, divertido e brincalhão! Para comprovar que tudo o que disse sobre o Bobo é verdade, basta lermos a partir do segundo acto e aí poderemos verificar que o Bobo é bastante generoso, pois mesmo depois de Amarílis e Hortênsia terem expulsado o pai do reino de Helíria, o Bobo nunca abandonou o seu amo e fez de tudo para que ele ficasse bem. E quando encontram Violeta, o Bobo faz ver ao Rei que tudo o que fez à única filha que o amava de verdade foi injusto e o Rei reconhece que errou.
A personagem com que mais me identifiquei nesta história foi Violeta, pois, de certa forma, vejo nela a minha imagem.

Cátia Pinto, 9.º C
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Leandro, Rei da Helíria trata-se, de facto, de uma história magnífica! Esta esplêndida história, de autoria de Alice Vieira, retrata o verdadeiro amor de pais para com os filhos, sem qualquer tipo de marca temporal, fazendo com que quase possa ser adaptada aos dias de hoje.
A história tem início no palácio real de Helíria, onde reina Leandro, pai de três princesas: Amarílis, Hortênsia e Violeta. O Rei Leandro é acompanhado durante toda a história pelo seu fiel Bobo e é precisamente com ele que começa a história. O Rei conta ao Bobo um sonho que teve, em que viu o seu reino, manto e coroa a serem levados.
Mais tarde, durante as festas de noivado em que Amarílis e Hortênsia se preparam para casar brevemente com os seus príncipes Simplício e Felizardo, o Rei conta a toda a gente o que viu naquele terrível sonho. Depois de instalado o choque, o Rei declara que o reino será entregue à filha que por ele demonstrar mais amor.
Para qual das filhas foi o reino? Qual delas teve a mais pura, a maior e a mais verdadeira demonstração de amor por seu pai? Pois, não posso dizer, mas, na minha opinião, trata-se de uma história tão dramática, tão real que poderia ser adaptada para um filme, ou até para uma série televisiva, se fossem exploradas mais ideias.


Frederico Fernandes, 9.º B
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O livro Leandro, Rei da Helíria, de Alice Vieira, é um livro recomendável a pessoas de todas as idades.
Gostei muito de o ler, é bastante expressivo e embora a acção se passe no tempo dos reis, é, ao mesmo tempo, bastante actual, pois trata de assuntos actuais, tal como o abandono dos idosos e o facto de as pessoas “gostarem” umas das outras por interesse, pois, por exemplo, Amarílis e Hortênsia, filhas do Rei Leandro, aceitaram casar com os príncipes Felizardo e Simplício pelos seus domínios e possibilidades financeiras. Por sua vez, Violeta, a filha mais jovem do Rei, amava o príncipe Reginaldo, tanto que quando o pai a expulsou do reino ela aceitou ir morar com o seu amado.
Este livro foi baseado na história de um conto tradicional português,pois a célebre frase “Quero-o tanto como a comida precisa do sal” também é dita por uma princesa, nas mesmas circunstâncias que Violeta, embora no conto tradicional não existam tantos pormenores como no livro de Alice Vieira, pois no conto não são mencionados os nomes das personagens e no livro são, aliás, característica dos contos tradicionais.
Esta obra trata-se de um texto dramático, ou seja, está escrito para ser representado sob a forma de peça de teatro, o que o torna, quanto a mim, bastante mais interessante do que se fosse em prosa, pois é mais explícito nos detalhes e até parece que a acção se desenrola na nossa frente.
Com tudo isto, aprendemos que não devemos ser interesseiros como Amarílis e Hortênsia e que devemos sempre prestar muita atenção à maneira de as outras pessoas se expressarem, porque se não estivermos atentos podemos perder a pessoa que mais amamos e, se tivermos alguma sorte como o Réi Leandro teve, podemos encontrar alguém que nos abra os olhos e nos ajude a perceber o que perdemos, neste caso foi o fiel Bobo que o fez.

Débora Félix, 9.º C
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O livro Leandro, Rei da Helíria transmitiu-me, principalmente, a mensagem de que o amor, em certos casos, não tem palavras para ser descrito. Na obra, este aspecto está bem presente no momento em que Violeta ia definir o seu amor pelo pai e não conseguia descrever tal amor e, apesar de a intenção de Violeta ter sido a de demonstrar o verdadeiro amor pelo seu pai, acabou por magoá-lo, sendo expulsa do reino.

A segunda razão pela qual também gostei do livro foi que, apesar de Amarílis e Hortênsia terem impressionado mais o pai, foram elas que no fim se revelaram falsas e expulsaram mesmo o pai do próprio reino.
Gostei também da forma como o príncipe Reginaldo reagiu quando Violeta foi expulsa do reino, apoiando-a e levando-a para o seu reino.
Apesar de tudo o que o pai lhe fez, Violeta conseguiu perdoá-lo. Isto acontece no banquete no palácio do príncipe Reginaldo, em que o velho Rei Leandro é o convidado. Neste banquete, Violeta faz o pai perceber como é importante o sal na comida e compreende enfim a resposta que a filha lhe dera muitos anos antes.
Concluindo: o livro resume-se numa única palavra – amor. O amor é, de facto, a base desta história.
A moral desta história é que devemos pensar antes de agir. Um ditado popular que também pode resumir esta história é “A pressa é inimiga da perfeição”. Tal acontece quando o Rei, em vez de pensar e rever o que a filha Violeta lhe disse “Preciso de vós como a comida precisa do sal.”, agiu precipitadamente, expulsando-a de imediato do reino, sem mesmo deixar que Violeta fosse buscar as suas coisas.
Também acho que se pode associar a esta história o ditado “Quem ama perdoa”, porque no banquete oferecido por Violeta e pelo príncipe Reginaldo, o Rei Leandro provou vários pratos sem sal e quando já se encontrava bastante irritado, Violeta entrou e disse que se tratava de comida sem sal. É nesse momento que o Rei Leandro repara o seu erro pedindo perdão à filha, pois compreende que ela realmente o amava. E ela perdoa-o prontamente.

Lara Clochet, 9.º C
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O livro Leandro, Rei da Helíria pode parecer um livro infantil, pequeno e simples, mas pode dar-nos uma lição de vida em cada uma das suas palavras.

A obra conta a história de um Rei que, por causa de um sonho, deseja passar o seu reino a uma das suas três filhas, àquela que demonstre mais amor por ele. Mas, ingenuamente, passa o reino às suas filhas mais velhas, que o enganam com palavras vazias, e acaba por expulsar a sua ilha mais nova do seu reino, precisamente a que mais o amava, porque ela lhe tinha dito que o amava, mas não do modo que ele desejava e esperava. E com isso o livro irá mostrar-nos que não devemos abandonar quem nos ama por causa de palavras aparentemente vazias.
Leandro perde o contacto com a sua filha Violeta, a mais jovem, e é expulso pelas duas filhas mais velhas, Amarílis e Hortênsia, a quem entregou o reino.
Ao deixar-se levar por palavras ocas, o Rei Leandro perdeu o seu reino. Mas, graças ao seu fiel Bobo, o Rei conhece um pastor chamado Godofredo Segismundo que o leva ao reino onde vive Violeta, a filha perdida, mas Leandro não tem conhecimento disto. Ao chegar lá, são-lhe servidos vários pratos sem sal, preparado por Violeta. Quando o Rei percebe que o que falta na comida é o sal, percebe que nunca deveria ter abandonado a filha sem perceber bem o que ela queria dizer com a sua resposta “Preciso de vós como a comida precisa do sal.” A filha, bondosa, perdoa-o e vivem felizes desde então.
E assim o pequeno livro ensina-nos que devemos pensar antes de agir e que por um simples mal-entendido uma desgraça pode acontecer. Este é também um livro que nos ensina a dar valor a quem realmente nos ama.

Pedro Justiniano, 9.º A